Os disturbios alimentares entre jovens e adolescentes durante e após a pandemia


Por Paulo Domingos 

Em 7 de Novembro de 2022

São Paulo - 20:54

Durante a pandemia do covid19 muitos jovens e adolescentes tiveram complicações relacionados a ansiedade, depressão, fadiga, auto estima baixa, sentimento de culpa entre outros problemas; tudo isso relacionado aos distúrbios alimentares. 



 É  o que resultou no estudo publicado na revista Jama Pediatric nos EUA,  e apontou que o aumento das internações provocados pelo transtorno alimentar cresceu cerca de 0.7% ao mês a partir do início de 2020, chegando ao seu ápice de 7,2% ao mês. 

As restrições provocadas pela pandemia, como o lockdow, quase dobrou o número de internações e alcançou seu auge em abril de 2021. 

O professor pesquisador Dr. Jason Nagata, professor assistente de pediatria da Universidade da Califórnia, em São Francisco esclarece  que o problema não foi pontual em uma determinada região, mas que foi uma onda generalizada em diversos lugares afetados pela pandemia. 

Os transtornos alimentares é uma preocupação de saúde pública, focada em adolescentes e jovens, pois não são resolvidos simplesmente com medicamento e em pouco tempo. Além d e ser duradouros e, em anos para recupração, inclusive pode levar à morte. 

Um ano depois da pandemia, na metade de 2021, diminuiu muito o fluxo de internações, mas ainda é um problema que atinge um número elevado de jovens e adolescentes.  Como  ainda não se estudou as principais causas deste aumento, é possível que o impacto deste fenômeno continue algum tempo a afetar  muitos pacientes. é o que disse  o autor do estudo, Dr. Sydney Hartman-Munick, professor assistente de pediatria da Faculdade de Medicina Chan da Universidade de Massachusetts. 

Segundo o professor, as mudanças de rotinas, a insegurança, disposição de alimentos, preocupação com a saúde entre outros fatores podem ter causado um descontrole emocional 

 Como é um problema recente, que carece de novos estudos, os médicos ainda não têm um método final de como tratar eficientemente esses transtornos, segundo Nagata. E, lembrando que “Os distúrbios alimentares podem levar a complicações médicas graves que afetam o coração, cérebro, fígado, rins e outros órgãos”, acrescentou. 

Para o especialista, não basta olhar alguém magro ou obeso na rua e achar que a pessoa tem transtorno alimentar. Essa é uma forma de rotular pela aparência. 

  “Você não pode dizer que alguém tem um transtorno alimentar com base apenas na aparência”, disse Nagata.

 O médico salienta para um outro quando muitos afirmam que apenas meninas desenvolvem distúrbios alimentares; os meninos também podem desenvolver uma obsessão por atividades e exercícios físicos em busca de um corpo ideal com muitos músculos.  

E substituem a alimentação básica por suplementos industriais causando muito mal à saúde e na maioria das vezes esses casos são subnotificados. 

Um excesso de preocupação com peso, excesso de comida ou mesmo uma intensa atividade física de exercícios, com isolamento e mudanças de rotina em detrimento da sua saúde mental pode ser um indício de um distúrbio alimentar. 

 





 



 

FONTE: Hospitalizations for eating disorders grew in the pandemic. The problem isn’t over, experts say.  Updated 2:33 PM EST, Mon November 7, 2022

 CNN  Acessado em  < https://edition.cnn.com/2022/11/07/health/eating-disorders-pandemic-wellness/index.html >  em 07 de Novembro de 2022.

IMAGEM: https://psicologiacuritibapr.com.br/tratamentos/disturbios-alimentares/




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